o fio do telefone que parece ser da mesma espessura do fio de saudade

dessoante

o ímpeto de saudade que conecta cada ser humano
deixando todos presos um ao outro 
mas nunca juntos
nunca de uma forma que minha saudade seja de você 
e a sua de mim
sempre estivemos sozinhos no beco da vida
eu em você
você em outro 
ninguém se pertence 
o silêncio das saudades das nossas almas 
invade a casa do vizinho pela conexão do fio do telefone 
o nosso fio que insiste em ficar mudo 
e o vizinho que nunca para de tocar
o barulho da casa vazia dele 
vazia e cheia de saudade
o silêncio das nossas almas cheias de orgulho 
o barulho do nosso silêncio
o barulho das ruas, cheias de corpos vazios caminhando
berrando palavras inexistentes 
saudade
antes barulhenta 
agora silêncio que transborda
nos olhos.

a.

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