Eu dirijo meu carro na contramão,
procurando você nas ruas da cidade,
vejo os olhos que passam lentos,
tantos rastros ficando pra trás.

Eu não tenho culpa da minha obstinação,
é o vazio que me inquieta e me consome,
até às multidões solitárias e sem direção.

Um dia vou abrir a porta do meu carro,
te ver entrando corpo a dentro cansado,
teus olhos sorridentes disfarçados,
vou me me aposentar da solidão.