Solidão etílica

Me afoguei em tinto barato. E junto também se afogaram as borboletas que no meu estômago habitavam. Embebidas na minha asfixia sentimental, morreram todas as saudades. Pobre das boas lembranças que nunca aprenderam a nadar, foram as primeiras a desfalecer. Quando o álcool já estava para transbordar e atingiu o desatinado coração, queimou feito combustível. O vinho acendeu a miserável solidão que agora estava por entre minhas entranhas. Como queimava o desamor.